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COMPOSITORES FAMOSOS

ARNOLD SCHÖNBERG
Viena, 1874 - Los Angeles, 1951

Nasceu em Viena, em 13 de setembro de 1874; morreu em Los Angeles, em 13 de julho 1951. Compositor Austro-Húngaro, cidadão americano em 1941. Começou aulas de violino quando tinha oito anos e quase imediatamente começou a compor, embora não tivesse nenhum treinamento formal até o fim de sua adolescência, quando Zemlinsky tornou-se seu professor e amigo (em 1910 casou com a irmã de Zemlinsky). Seus primeiros trabalhos reconhecidos datam da passagem do século e incluem o sexteto Verklärte Nacht (Noite Transfigurada) bem como algumas canções, todos com influências de Brahms, Wagner e Wolf. Em 1901-3 estava em Berlim como músico de cabaré e professor, e lá escreveu o poema sinfônico Pelleas und Melisande, levando o modelo de Strauss para um argumento temático mais denso e com maior riqueza contrapontística.

Então retornou a Viena e começou a aceitar alunos particulares, estando Berg e Webern entre os primeiros. Também progrediu rapidamente em direção ao seu estilo musical próprio. A grande orquestração de Pelleas e do Gurrelieder foi substituída por um conjunto de 15 instrumentos na Sinfonia de Câmara no.1, mas com uma intensificação da estranheza harmônica, da complexidade formal e da densidade contrapontística: como o Quarteto de Cordas no.1, o trabalho é moldado num único movimento que engloba a feição dos quatro tradicionais, fazendo todos os esforços para reunir idéias não-convencionais (uma seqüência de quartas na Sinfonia de Câmara, por exemplo) em um discurso convencional. Quando o atonalismo chegou em 1908, veio como o resultado inevitável de uma tentativa já inútil de acomodar um material sempre mais disruptivo. Entretanto, Schönberg achou possível um quarto de século mais tarde retornar a algo como seu estilo tonal em trabalhos tais como a Suite em Sol para cordas, a conclusão da Sinfonia de Câmara no.2 e o Tema e Variações para Orquestra. Isso, entretanto, não era possível imediatamente. O sentido de tonalidade foi deixado para atrás por Schönberg ao musicar poemas de Stephan George nos últimos dois movimentos do Quarteto de Cordas no.2  e no ciclo Das Buch der hängenden Gärten, e durante os poucos anos seguintes viveu numa atmosfera musical nova, rarefeita. Com a tonalidade se foram também o tematismo e as restrições rítmicas; os trabalhos tendem a ser sucintas exposições de um único estado musical extremo, justificando o termo ‘expressionista’ (Cinco Peças Orquestrais; Três Peças e Seis Pequenas Peças para Piano). As maiores obras deste período têm algum conteúdo dramático apropriado: a raiva e o desespero de uma mulher que procura seu amante (Erwartung), as histórias bizarras, a melancolia e os gracejos de uma personalidade em desintegração (Pierrot lunaire – Pierrot Lunar, para recitação em Sprechgesang com quinteto misto), ou o progresso da alma em direção à união com Deus (Die Jakobsleiter – A Escada de Jacó).

Gradualmente Schönberg veio a encontrar os meios para escrever estruturas instrumentais mais longas, no método serial dodecafônico, e nos anos 1920 retornou às formas e gêneros padronizados, notavelmente na Suite para Piano, no Quarteto de Cordas no.3, nas Variações Orquestrais e em diversas peças corais. Fundou também a Society for Private Musical Performances (1919-21), envolvendo seus alunos na apresentação de música nova sob circunstâncias favoráveis. Em 1923 sua esposa morre (casou-se novamente no ano seguinte), e em 1925 mudou-se para Berlim para uma master class na Academia Prussiana de Artes. Enquanto esteve lá escreveu grande parte de sua ópera inacabada Aron und Moses que versa sobre a impossibilidade de comunicar-se a verdade sem alguma distorção no relato: era uma veemente confrontação do compositor com o desespero, já que ele insistia nos padrões de probidade artística os mais elevados.

Em 1933, por ser judeu, foi obrigado a sair de Berlim: foi a Paris, e retornou formalmente à fé que abandonara em favor do Luteranismo em 1898. Mais tarde no mesmo ano chegou aos EUA, e estabeleceu-se em Los Angeles, em 1934. Seria lá que retornaria à composição tonal, ao mesmo tempo em que desenvolveria o serialismo até que se tornassem possíveis as estruturas mais complexas do Concerto para Violino e do Quarteto de Cordas no.4. Em 1936 começou a dar aulas na UCLA e sua produção diminuiu. Após um ataque cardíaco em 1945, entretanto, abandonou a docência e fez algum retorno ao expressionismo (no Um Sobrevivente de Warsóvia, e no Trio de Cordas), e à escrita coral.

Óperas: Erwartung (1909, perf. 1924); Die Glückliche Hand (1913, perf. 1924); Von heute auf Morgen (1930); Moses Und Aron (incompleta, 1932, executada em 1954).


Música Coral-Orquestral: Gurrelieder (1911); A Escada de Jacó (1922); Kol nidre (1938); Prelúdio 'Gênesis' (1945); Um Sobrevivente de Warsóvia (1947); Salmo Moderno (1950).


Música Coral em pequena escala: Friede auf Erden (1907); 4 Peças (1925); 3 Sátiras (1925); 6 Peças (1930); Dreimal tausend Jahre (1949); De profundis (1950); arranjos de músicas populares e folclóricas.


Música Orquestral: Pelleas und Melisande (1903); Sinfonia de Câmara no.1 (1906); 5 Peças (1909); Variações (1928); Música para acompanhar uma Cena de filme (1930); Concerto para Violino, releitura de obra de Monn (1932-3); Concerto para Cordas, com temas de Handel (1933); Suite em Sol (1934); Concerto para Violino (1936); arranjo do Quinteto com Piano op.25 de Brahms (1937); Sinfonia de Câmara no.2 (1939); Concerto para Piano (1942); Tema e Variações (1943).


Música de Câmara: Verklärte Nacht (Noite Transfigurada) (1889); 4 Quartetos de Cordas (1905, 1908 [com Soprano], 1927, 1936); Serenata (1923); Quinteto de Sopros (1924); Suite, septeto (1926); Trio de Cordas(1946); Fantasia (1949).


Música para Piano: 3 Peças (1909); 6 pequenas Peças (1911); 5 Peças (1923); Suite (1923); 2 Peças (1931).


Música para Órgão: Variações sobre um recitativo (1941).


Canções/Lieder: 6 Canções Orquestrais (1905); Das Buch der hängenden Gärten (1909); Herzgewächse (1911); Pierrot lunaire (1912); 4 Canções Orquestrais (1916); Ode a Napoleão (1942); dentre muitos outros trabalhos.

Fonte: http://www.sfsymphony.org/


 

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