
Radamés Gnattali era filho de
Adélia Fossati, pianista gaúcha, e do italiano Alessandro Gnattali,
que tocava piano, bandolim e contrabaixo. O casal Gnattali mostrou sua
paixão pela ópera ao batizar os filhos com nomes de personagens de
Verdi: Radamés, Ernani e Aída.
Radamés, aos seis anos, iniciou os estudos de piano e violino com sua
mãe. Com apenas nove anos, foi premiado pelo cônsul da Itália em uma
festa, depois de reger uma orquestra infantil, com arranjos feitos por
ele. Aos 14 anos, ingressou no Conservatório para estudar piano,
aprender violão e cavaquinho e aperfeiçoar-se no violino. Teve como
professor e fiel incentivador Guilherme Fontainha.
Estudou para ser concertista e tocou no Cine Colombo, acompanhando
filmes mudos. Além disso, tocou em bailes e deu aulas particulares de
piano para ganhar algum dinheiro. Em 1924, Radamés apresentou-se como
pianista no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro. De volta a
Porto Alegre, concorreu ao Prêmio Araújo Viana e ganhou a medalha de
ouro.
Mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro no início dos anos
1930. A partir de 1931, dedicou-se com afinco à composição. Foi
regente da orquestra da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, e autor de
seis mil arranjos, sendo considerado o melhor arranjador de música
popular no Brasil. Para o programa "Um Milhão de Melodias", que ficou
13 anos no ar, chegava a criar nove arranjos por dia.
Em 1941, passou oito meses em Buenos Aires, contratado pela "Hora do
Brasil", da Rádio Municipal, da capital argentina. De 1963 a 1967, o
compositor trabalhou na TV Excelsior. A partir de então e até 1986,
foi arranjador e regente da TV Globo. Entre suas composições figuram
as dez "Brazilianas", quartetos e trios e 26 concertos - entre eles um
concerto para piano e orquestra, concertos para harpa e clarineta e um
Concerto para Harmônica de Boca, dedicado a Eduardo Nadruz (Edu da
Gaita).
Em 1986, Radamés sofreu um derrame que o deixou com o lado direito do
corpo paralisado. Dois anos depois, sofreu outro derrame, falecendo no
dia 13 de fevereiro. Tom Jobim dedicou-lhe o poema: "Alô Radamés, já
comprei amendoim".
Fonte: Wikipedia