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COMPOSITORES FAMOSOS

Manoel Dias de Oliveira 
(São João Del Rei 1734 - Rio de Janeiro 1813)

Nasceu em São José del Rei, atual Tiradentes. Não há nada que indique que ele tenha feito viagens ou qualquer contato com outros compositores no estado de Minas Gerais durante sua longa vida. Alcançou o auge de sua carreira musical (ele era também um excelente copista) no último quarto do século XVIII. Suas composições eram muito populares dentro e fora do chamado Campo das Vertentes e Vale do Rio das Mortes. Manoel Dias de Oliveira, junto com Lobo de Mesquita e João de Deus de Castro Lobo, é um dos compositores mais freqüentemente encontrado nos arquivos brasileiros (apesar de muitos dos manuscritos atribuídos a ele serem de autenticidade duvidosa).

Já quando criança pequena ele era atraído pela música executada na catedral de Santo Antônio. Ele memorizou as diferentes vozes do repertório tradicional e aprendia as novas obras muito rapidamente. Ele escondia-se secretamente na igreja para ouvir os ensaios de música. Conta-se a história que o padre Francisco da Piedade, ao atravessar o pátio da igreja, ficou impressionado ao ouvir o jovem mulato cantando partes de uma composição de Josquin des Près enquanto brincava com formigas. O padre imediatamente convidou o menino a juntar-se ao coro e deu a ele a oportunidade de estudar teoria, contraponto e orgão. A fim de ganhar um pouco de dinheiro, ele começou a trabalhar como músico copista, rapidamente ganhando reputação neste campo.

Detalhes sobre sua vida são escassos. Ele era membro da Fraternidade Ordem Terceira de São Francisco, e recebeu o título de Capitão da Cavalaria a Pé da Rainha Da. Maria I (este era o mais alto título que alguém de pele escura podia receber). O correspondente documento foi encontrado na Torre do Tombo, em Portugal, pelo musicólogo José Maria Neves.

Está escrito no seu atestado de óbito: Capitão Manoel Dias de Oliveira morreu, depois de receber todos os sacramentos, de uma aflição no peito, no dia 19 de agosto do ano de 1813. Mulato, casado com Anna Hilária, mestre da composição musical, membro da ordem de São Francisco. O serviço fúnebre, com os últimos sacramentos, foi celebrado pelos padres com dois coros no dia 21 do mesmo mês, sob apoio de sua eminência do Coadjutor Bonifácio Barbosa Martins. Foi enterrado na cova número dois da Capela de São João Evangelista.

Da vasta obra de Manoel Dias de Oliveira uma mínima parte é considerada autógrafo do compositor, outras obras trazem clara menção de autoria (pelos copistas), enquanto a maior parte consta de atribuições de autoria, apoiadas em tradição oral ou em estudos estilísticos comparativos.

Fonte: http://www.movimento.com

 

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