
Nasceu em Hukvaldy, em 3 de julho de 1854; faleceu em Moravská Ostrava, a 12
de agosto de 1928. Compositor tcheco. Foi corista no Mosteiro
Agostiniano da Rainha na velha Brno, onde o mestre do coro Pavel
Kikovsk interessou-se vivamente por sua instrução musical. Após
ter terminado sua escolarização básica preparou-se para lecionar
e, à exceção de um período na escola de órgão de Praga, passou
a maior parte do período de 1872-9 como mestre-escola e regente de
coro em Brno. Em 1879 matriculou-se no Conservatório de Leipzig,
onde aprofundou seu interesse pela composição sob a supervisão
estrita e sistemática de Leo Grill. Após um mês em Viena retornou
a Brno em maio 1880; lá ficou noivo de uma de suas pupilas, Zdenka
Schulzová, com quem casou em julho 1881.
Em
Brno, Janacek reassumiu suas atividades anteriores, e também fundou
e dirigiu uma escola de órgão e editou um jornal musical novo, Hudební listy. Após ter composto sua primeira ópera, Sárka,
mergulhou na coleta e no estudo da música popular da Morávia, o
que frutificou em uma série de suites orquestrais e danças e numa
ópera em um ato, The Beginning of a Romance
(O Começo de um Romance). Esta foi recebida favoravelmente em 1894,
mas Janacek retirou-a após seis apresentações e passou a
trabalhar em Jenufa.
Durante
o longo período de composição de Jenufa
(1894-1903), Janacek reavaliou sua abordagem da ópera e da composição
em geral. Abandonou na sua maior parte a ópera dividida em números,
integrou a canção folclórica firmemente em sua música e formulou
uma teoria de ‘melodia falada’, baseada nos ritmos e acentos
naturais da língua tcheca, o que deveria influenciar todos os seus
trabalhos seguintes e dar-lhes uma cor particular através de seus
ritmos e linhas sincopados. Jenufa
logo foi seguida por outras tentativas operísticas, mas sua reputação
em Brno era a de um compositor de música instrumental e coral, e de
diretor da escola de órgão. Fora da Morávia era quase
desconhecido até a estréia em Praga, em 1916, de Jenufa.
O florescimento criativo de um homem nos seu 60 anos é bem
explicado em parte pelo sucesso de Jenufa
em Praga e no exterior, em parte por seu orgulho patriótico na
independência recentemente adquirida de seu país, e talvez
sobretudo pela sua apaixonada, embora geralmente distante, ligação
a Kamila Stösslová, jovem esposa de um negociante de antigüidades
em Pisek, Boémia.
Entre
1919 e 1925 Janacek compôs três de suas melhores óperas, todas
sobre assuntos com ressonâncias especiais para ele: Katya
Kabanova com sua esposa negligenciada que toma um amante, The
Cunning Little Vixen (A Raposinha Esperta) com seu simpático
retrato dos animais (e particularmente da raposa fêmea), e The
Makropoulos Affair (O Escândalo
Makropoulos) com a mulher ‘sem idade’ que fascina todos os
homens. Todas foram apresentadas primeiro em Brno e logo em seguida
em Praga. Seu 70º aniversário foi marcado com um doutorado pela
universidade de Masaryk em Brno. No início de 1926 escreveu a Sinfonietta
para orquestra, característica por seus blocos de som e suas
poderosas reiterações, e mais tarde neste mesmo ano seu trabalho
coral mais importante, a Missa
Glagolítica. Enquanto esta obra levava sua fama ao exterior,
começou o trabalho em sua última ópera, From
the House of the Dead (Da
Casa dos Mortos), porém não viveu para vê-lo executado. Recebeu
sua estréia em abril 1930 em uma versão preparada por seus discípulos
Bretislav Bakala e Osvald Chlubna.
A
reputação de Janacek fora da Checoslováquia e países de língua
alemã baseou-se primeiramente na composição instrumental. Desde
então tem sido considerado não somente como um compositor tcheco
digno de ombrear com Smetana e Dvorak, mas também como um dos
compositores de ópera mais substanciais e mais originais no século
XX.
Operas:
Šárka (exec. 1925); The Beginning of a Romance (1894); Jenufa
(1904); Osud (1903-7, exec. 1958); The Excursions of Mr Broucek
(1920); Katya Kabanova (1921); The Cunning Little Vixen (1924); The
Makropoulos Affair (1926); From the House of the Dead (1930).
Música Vocal: Missa
Glagolítica (1926); Diary of One who Disappeared, ciclo (1919);
cantatas, coros, peças sacras.
Música Orquestral: Taras
Bulba (1918); Sinfonietta (1926).
Música para Piano: Sonata 1.X.1905 (1905); On the Overgrown Path (1908); In the
mists (cerca de 1912).
Música Instrumental: Quarteto de Cordas no.1, ‘Sonata Kreutzer’ (1923);
Quarteto de Cordas no.2, ‘Cartas Íntimas’ (1928); Mládí
[Juventude] (1924)
Fonte: http://www.sfsymphony.org/