Domenico Gaetano Maria Donizetti nasceu em Bérgamo, Itália, em 29 de novembro de 1797. Quinto filho entre seis irmãos, pertencia a uma família muito pobre e sem nenhuma tradição na música. Seu pai trabalhava em uma loja de penhores e sua mãe era costureira.

Seu primeiro e grande benfeitor foi Johannes Simon Mayr, seu instrutor musical. Mayr era compositor e maestro em Santa Maria Maggiore, em Bérgamo, e fundou uma escola de música para meninos com ajuda de instituições de caridade. No primeiro ano de funcionamento, em 1806, na primeira turma de alunos se encontrava o pequeno Gaetano com a idade de apenas nove anos. Devido ao conhecimento extensivo de Mayr e dos professores que foram escolhidos para a escola, Gaetano foi exposto a um estudo musical extremamente rígido e exigente. Percebendo as qualidades do jovem aluno e sentindo a sua ânsia em aprender mais, Mayr encaminhou Donizetti à cidade de Bolonha, onde ele estudaria contraponto com o Padre Mattei, ex-professor de Rossini. O retorno de Gaetano a Bérgamo ocorreria somente em 1817. Com a ajuda de Mayr, Donizetti conseguiu um contrato com um empresário de Veneza e compôs suas quatro primeiras óperas que pouco sucesso fizeram.

Pouco depois dos seus primeiros êxitos em diferentes teatros italianos, fixou-se em 1827 em Nápoles, onde se tornou professor do Real Collegio di Musica (Conservatório de Música) e trabalhou como maestro e repetidor na Ópera de São Carlos. Donizetti passou a estrear, em média, três novas óperas por ano.

Seu primeiro triunfo com reconhecimento internacional foi obtido com Anna Bolena (1830). Depois vieram O Elixir do Amor (1832), Lucrezia Borgia (1833) e Lucia di Lammermoor (1835).


Em 1837, ocorreu a estréia de Roberto Devereux, em Nápoles. Nesse mesmo ano, Donizetti tenta, através de um exame, assumir a posição de diretor do Conservatório de Nápoles e acaba sendo preterido por outro compositor, o que o deixa desapontado.

No ano seguinte trocou Nápoles por Paris onde, em 1840, duas novas óperas de sua autoria, La Fille du Régiment e La Favorita, foram aplaudidas com entusiasmo. Voltou à Itália em 1841 quando ocorreu a estréia de outras duas óperas suas, Adélia e Maria Padilha.

Em 1842, dirigiu em Bolonha a primeira audição do Stabat Mater de Rossini.

Em 1843 ocorreu a estréia de Don Pasquale, em Paris. Don Pasquale foi escrita para um célebre quarteto de vozes: Giulia Grisi (soprano), Mário Grisi (tenor), António Tamburini (barítono) e Luigi Lablache (baixo). Segundo consta, Donizetti teria sido um dos primeiros, senão o primeiro compositor a criar um personagem principal para a voz de um barítono. Como curiosidade, entenda-se que na época em que compôs Don Pasquale, Donizetti não teria o estado de espírito ideal para uma comédia, pois estava bastante debilitado fisicamente em virtude de alguns problemas relacionados à sua saúde.

Mesmo com sua saúde se deteriorando cada vez mais, insistiu em permanecer na França, recusando-se a retornar à Itália. Com a ida de um sobrinho seu a Paris, foi montada uma junta médica e, em 1846, o compositor foi diagnosticado como sofrendo de degeneração cérebro-espinhal causada pela sífilis. Donizetti foi internado em um sanatório perto de Paris e então, quase dois anos mais tarde, seu sobrinho obteve a permissão para removê-lo para Bérgamo onde, já com paralisia geral e perturbações mentais, o compositor passou o último período de sua vida. Sua morte ocorreu em 1848 e seus restos foram enterrados ao lado dos restos de seu grande benfeitor, Mayr.

Ao total, Gaetano Donizetti escreveu cerca de 70 óperas sérias e bufas e cerca de 115 composições religiosas, oratórios, sinfonias e músicas de câmara.

Fonte: Site Allegro