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COMPOSITORES FAMOSOS

Luigi Cherubini
Florença, 1760 - Paris, 1842

Nasceu em Florença, em 8 ou 14 de setembro de 1760, faleceu em Paris, em 15 de março de 1842. Compositor e professor italiano. Foi uma figura dominante na cena musical francesa por quase meio século. Aos 18 anos, já com um crédito de 36 obras (principalmente música sacra), começou um período de estudo com Sarti em Bolonha e Milão (1778-80). As óperas italianas resultantes foram apresentadas na Itália e Londres (1789-90), e seu trabalho como regente de ópera italiano em Paris (1789-90), onde se havia estabelecido em 1786, empalidece diante da estréia triunfal de sua segunda ópera francesa, Lodoïska (Paris, 1791). Foi indicado como Inspetor no novo Institut National de Musique (de 1795 em diante chamado de Conservatório), e seu status logo começou a crescer com os sucessos de Medée (1797) e Les deux journées (1800). Como Surintendant de la Musique du Roi, sob a monarquia restaurada, voltou-se mais para a música sacra, escrevendo sete missas, dois réquiens, e muitas peças curtas, todas bem recebidas, ao contrário do que ocorreu com suas últimas óperas. Honras nacionais, uma encomenda da London Philharmonic Society (1815), e o cargo de Diretor do Conservatório (1822), associado com a conclusão do manual oficial do seu Curso de Contraponto e Fuga (1835), coroaram sua carreira.

A importância de Cherubini na história da ópera reside na transformação da opéra comique meramente pitoresca ou anedótica em um veículo para o retrato dramático poderoso (por exemplo a descrição de conflito psicológico em Médée) e para o tratamento sério de tópicos contemporâneos (o heroísmo realístico de Lodoïska; a reconciliação social em Les deux journées). Sua melhor música de igreja, especialmente o Requiem em dó menor (admirado especialmente por Beethoven, Schumann, Brahms e Berlioz), une seu domínio do contraponto e da sonoridade orquestral com a expressão dramática apropriada, enquanto que seus trabalhos não-vocais, principalmente as aberturas operísticas, a Sinfonia em ré e os seis quartetos de cordas, fazem grande efeito pelo uso criativo da cor instrumental.

Óperas: Lodoïska (1791); Médée (1797); Les deux journées (1800); Anacréon, ópera-ballet (1803); Faniska (1806); mais 15 outras.


Música vocal: Requiem em dó (1816); Requiem em ré (1836); 9 outras missas; cerca de 60 trabalhos sacros menores; cantatas profanas; obras cerimoniais; arias, duetos, canções, canons.


Música instrumental: Abertura em sol (1815); Sinfonia em ré; danças para orquestra; marchas; 6 quartetos de cordas (1814-37); outros trabalhos de câmara; peças para pianoforte.

Fonte: http://www.sfsymphony.org/


 

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