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COMPOSITORES FAMOSOS

ANTONIO CALDARA
Veneza, 1670 - Roma, 1736

Nascido em Veneza em 1670 (?), Antonio Caldara recebeu seu primeiro treinamento musical como corista da Capella Ducale na Basílica de San Marco e, provavelmente, como aluno de Giovanni Legrenzi. Por volta de 1689 ele era conhecido como violoncelista e compositor de um crescente número de óperas, cantatas para solo e sonatas da chiesa e da camera. Apresentações de suas óperas foram feitas em Veneza e Roma já nos anos 1690 e uma visita a Roma nesta época implica em um encontro e talvez aprendizado com Corelli, Alessandro Scarlatti e Pasquini.

Sua primeira posição confirmada foi como Maestro di Capella (1700-1707) dos príncipes de Mântua. Lá teve, entretanto, oportunidade para outras visitas a Roma e a composição de música de igreja e oratórios para o Cardeal Ottoboni. Este contato foi novamente fortalecido no início de 1708 após a volta de Caldara de Mântua e antes de sua partida para Barcelona e sua primeira associação com a dinastia Habsburg na pessoa do Arquiduque Carlos (Carlos III). A apresentação do Componimento da camera per musica: Il più bel nome nei festeggiarsi il Nome Felicissimo di Sua Maestà Cattolica Elisabetha Christina Regina delle Spagne (Composição de música de câmera: O mais belo nome a festejar-se é o Felicíssimo Nome de Sua Majestade Católica Elisabetha Christina, Rainha da Espanha), nos festejos do casamento de Carlos III com Elisabeth Christine von Braunschweig-Lüneburg (Barcelona, agosto de 1708), estabeleceram-no firmemente como um favorito, e a despeito de seu regresso a Roma para assumir como Maestro di Capella do príncipe Ruspoli (1709), os contatos com a Corte Espanhola nunca foram rompidos. De fato, como seu desenvolvimento posterior nos comprova, esta foi uma afortunada ligação.

À luz da eminência de Ruspoli como patrono das artes, a indicação de Caldara como diretor do conjunto de virtuosi di canto e suono, formado por membros da nobreza, é prova do prestígio que conseguira. Isto é confirmado por uma sucessão de excelentes oratórios, cantatas profanas e música sacra.

Mas a despeito de ser uma posição segura, as notícias da morte do Imperador José I de Habsburgo (abril de 1711) e a proclamação de seu irmão Carlos III da Espanha como Carlos IV, Sacro Imperador Romano, levou Caldara até Viena na esperança de que o antigo favoritismo lhe assegurasse uma colocação na Corte. No entanto, o Vice-Kapellmeister Marc’Antonio Ziani havia sido tornado Kapellmeister antes da chegada de Caldara, e Johann Joseph Fux conseguira o posto de Vice-Kapellmeister. Caldara retornou para sua posição em Roma – mantida por um contínuo fluxo de composições mandadas de Viena – mas não antes de fazer uma passagem por Salzburgo para pleitear os favores de Franz Anton von Harrach, o Prícipe-Arcebispo.

Uma nova tentativa de conseguir colocação na Corte Imperial de Viena após a morte de Ziani em 1715 e uma promessa mais ou menos firme de uma indicação levaram Caldara finalmente a romper com Roma. Foi então indicado como Vice-Kapellmeister de Carlos VI em 1717, com Fux como Kapellmeister – uma posição que manteria até o fim de sua vida, em dezembro de 1736. As composições destes últimos vinte anos foram numerosas, variadas em gênero, freqüentemente brilhantes e sem dúvida excelentes em qualidade e maturidade, e muito pessoais na expressão e estilo, e acima de tudo, asseguraram para Caldara uma fama européia que perdurou por muito tempo após sua morte.

Fonte: http://www.geocities.com/Vienna/Choir/2545/caldara.html


 

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